0:00
0:00

A volta ao c.atálogo do álbum Ivone Lara, originalmente lançado em 1985, preenche lacuna na discografia brasileira.Como compositora, Dona Ivone Lara (13 de abril de 1922 – 16 de abril de 2018) teve várias músicas gravadas com sucesso nacional ao longo da década de 1970 por cantores como Clara Nunes (1942 – 1983), Roberto Ribeiro (1940 – 1996) e Maria Bethânia.

Como cantora, a artista carioca somente conseguiu lançar o primeiro álbum solo – Samba minha verdade, samba minha raiz – em 1978, ano em que o samba Sonho meu (Ivone Lara e Délcio Carvalho) foi gravado por Maria Bethânia no álbum Álibi, explodindo corações em todo o Brasil e dando projeção a Ivone.O êxito fenomenal de Sonho meu deu impulso à carreira fonográfica da autora. Mas o fato é que álbuns como Sorriso de criança (1979) e Sorriso negro (1981) obtiveram vendas modestas, bem inferiores ao esperado pelas companhias fonográficas.Em 1985, a sambista já estava há três anos sem apresentar disco quando, contratada pela gravadora Som Livre, lançou o álbum Ivone Lara.Com sambas como Nos combates desta vida (Ivone Lara e Délcio Carvalho) e Rainha Quelé (Ivone Lara e Délcio Carvalho), este composto em tributo à cantora fluminense Clementina de Jesus (1901 – 1987), o álbum foi recebido com discrição e logo acabou se tornando título raro na discografia de Ivone, que voltaria ao mercado fonográfico somente em 1997.Por isso mesmo, a primeira edição em CD do álbum Ivone Lara – posta nas lojas neste mês de novembro de 2019 pelo selo Discobertas – é mais do que oportuna. Inclusive porque o disco marcou a conexão de Ivone Lara com a geração de compositores do Cacique de Ramos que despontou naquela década com o aval de Beth Carvalho (1946 – 2019), intérprete original do já mencionado samba Nos combates desta vida (1983).Um dos sambas então inéditos do disco, Não fique a me torturar, é parceria de Ivone com o Arlindo Cruz e Sombrinha, então integrantes do grupo Fundo de Quintal.Aberta e encerrada naquele ano de 1985, a obscura parceria de Ivone com Arlindo ainda rendeu um segundo samba, Adeus timidez, lançado por Roberto Ribeiro e regravado somente por Fabiana Cozza no álbum, Canto da noite na boca do vento, que a intérprete paulistana lançou neste ano de 2019 com repertório inteiramente centrado na obra de Ivone Lara, bamba da galeria dos imortais do samba.A edição em CD do álbum Ivone Lara reproduz a capa e a arte gráfica do LP original de 1985. Mas, na contracapa externa do CD, a edição peca por creditar o então inédito samba Doces recordações a Ivone e a Rildo Hora, quando o parceiro da compositora na música é Délcio Carvalho (1939 – 2013). O erro se repete no encarte. Com Rildo, Ivone assina somente Menino brasileiro. Tal desatenção nos créditos da nona faixa jamais tira o mérito da iniciativa do selo Discobertas de editar em CD o até então raro álbum Ivone Lara. Com informações G1. 


Carregando...Brasileirão

Endereço

Rua Ermelino de Leão, 1055.
Ponta Grossa - PR

Como chegar

Contato

(42) 3220-9003

E-mail: contato@difusorapontagrossa.com.br

Horário de Atendimento

De Segunda a Sexta: 9h00 às 18h00
Sábado: 9h00 às 13h00
Domingo: Fechado